BARROCO (1600 a 1800): Inicia-se na Itália e propaga-se pela Espanha, Holanda, Bélgica e França. Na Europa, perdura até meados do século XVIII. Atinge toda a América Latina do início do século XVII até o fim do século XVIII. Em um período no qual a Igreja Católica tenta recuperar o espaço perdido com a Reforma Protestante e os monarcas concedem-se poderes divinos, a arte barroca busca conciliar a espiritualidade e a emoção da Idade Média com o antropocentrismo e a racionalidade do Renascimento. Sua característica marcante é, portanto, o contraste. A palavra barroco, originalmente "pérola deformada", exprime de forma pejorativa a idéia de irregularidade. Suas obras são rebuscadas, expressam exuberância e emoções extremas. Durante o período, além da Igreja e dos governantes, a burguesia em ascensão patrocina os artistas. A fase final do barroco é o rococó, estilo que surge na França no século XVIII, durante o reinado de Luís XV. Caracteriza-se pelo excesso de curvas e pela abundância de elementos decorativos, como conchas, laços, flores e folhagens. A temática é inspirada nos hábitos da corte e na mitologia greco-romana. As pinturas exibem contrastes de cores e jogos de luz e sombra. A cor é mais valorizada do que a linha. As composições tendem a ser menos centralizadas e a exibir figuras mais dinâmicas do que as renascentistas. Além dos temas bíblicos, históricos e mitológicos, são freqüentes as naturezas-mortas, as cenas cotidianas e os retratos da nobreza e da burguesia ascendente. Nos países católicos, vários artistas decoram igrejas, onde é comum as pinturas dos tetos darem a ilusão de abertura para o céu, com técnicas de perspectiva. Os principais pintores são os italianos Caravaggio e Tintoretto, os espanhóis Velázquez (1599-1660) e El Greco, os belgas Van Dyck (1599-1641) e Frans Hals (1581?-1666), o alemão Rubens (1577-1640) e os holandeses Rembrandt  e Vermeer (1632-1675). Na escultura, as estátuas mostram figuras com rostos contraídos pelo sofrimento ou pelo êxtase e silhuetas rebuscadas que se contorcem em movimento extremo. Há exagero nos relevos, predomínio de linhas curvas, drapeados nas roupas e grande uso do dourado.
 

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