ART NOUVEAU (1890 a 1910): Foi um movimento das artes plásticas e da arquitetura  que surge na Europa em torno de 1890.  Preocupados em tornar mais agradáveis os objetos industrializados, os artistas criam elementos decorativos a partir de formas animais e vegetais estilizadas. Alguns exemplos são os desenhos florais usados em pés de ferro das máquinas de costura, em papéis de parede, em grades de ferro fundido e em ilustrações de livros. As peças artesanais únicas exibem os mesmos padrões. É o período de vitrais, vasos, luminárias, jóias e móveis excêntricos e requintados. Os edifícios art nouveau possuem linhas curvas, delicadas, irregulares e assimétricas. Mosaicos e mistura de materiais caracterizam muitas das obras arquitetônicas, como as de Antoní Gaudí (1852-1926), o expoente do movimento na Espanha. Com cacos de vidro e ladrilhos, ele decora construções como o Parque Güell e a Casa Milá, em Barcelona. A Igreja da Sagrada Família é outro destaque de sua obra. Entre os símbolos do art nouveau francês estão os vasos sinuosos de vidro de Émile Gallé (1864-1904), as jóias de pérolas e esmalte de René Lalique (1860-1945), os cartazes de Toulouse-Lautrec (1864-1901) e a ornamentação de entradas de algumas estações do metrô de Paris, assinadas por Hector Guimard (1867-1934). Na Bélgica destaca-se o arquiteto Victor Horta (1861-1947). Sua obra-prima, a Casa Tassel, em Bruxelas, é repleta de trabalhos de ferro fundido. Nos EUA, o expoente é Louis Tiffany (1848-1933), criador de vasos de inspiração mourisca e japonesa. Pela ousadia e riqueza, essas peças destinam-se a uma elite. Por volta de 1910, com a necessidade de padronização e simplificação imposta pela indústria, o movimento perde força em todo o mundo. O art nouveau ganha um nome em cada país. Na Alemanha chama-se jugendstil (estilo de juventude) e na Itália, stile liberty. No Brasil, foi conhecido também como estilo floral, está presente em edifícios projetados pelo francês Victor Dubugras (1868-1933?); nas construções do sueco Karl Ekman (1866-1940), como a Vila Penteado, em São Paulo; e em gradis, portas e móveis produzidos pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.  Um grande exemplo no Rio de Janeiro é o interior da Confeitaria Colombo. Cerâmicas e cartazes do pintor Eliseu Visconti  (1866-1944) também têm inspiração art nouveau .

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