ART DECO (1920 a 1940): Foi um movimento das artes plásticas e da arquitetura  que surge na década de 20 e ganha força nos anos 30 na Europa e nas Américas. Representa a adaptação pela sociedade de massa dos princípios do cubismo, com a manutenção de elementos clássicos. Edifícios, esculturas, jóias, luminárias e móveis são geometrizados. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração moderna. Mesmo quando feitos com bases simples, como concreto armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim e de outros materiais nobres. O movimento deve seu nome à Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris, em 1925. Na mostra, obras de nus femininos, animais e folhagens são apresentadas em cores discretas, traços sintéticos, formas estilizadas ou geométricas. Muitas peças exibem marcas de civilizações antigas. É o caso de uma escrivaninha de madeira laqueada, marfim e metal que reproduz um templo asteca. Ao lado de objetos industrializados, existem peças feitas artesanalmente em número limitado de cópias. Ao contrário do design criado pela Bauhaus, no art déco não há exigência de funcionalidade. O estilo pode ser visto como uma tentativa de modernizar o art nouveau. O uso de materiais menos nobres – como os primeiros plásticos, concreto armado, compensado de madeira e aço tubular – e o início da produção em série contribuem para baixar o preço unitário das obras. É o caso das luminárias de vidro com esculturas de bronze vendidas em grandes lojas, criadas pelo francês René Lalique (1860-1945), um dos grandes expoentes do movimento. Na arquitetura, as fachadas têm rigor geométrico e ritmo linear, com fortes elementos decorativos em materiais nobres. Dois exemplos são o Empire State e o Rockefeller Center, em Nova York. Durante a II Guerra Mundial o art déco sai de moda, mas, no fim da década de 60, colecionadores do mundo todo voltam a se interessar pelo estilo. A art déco chega ao Brasil em 1929, com a construção do edifício A Noite, em Copacabana, na zona sul carioca. Alguns exemplos do estilo são o Cristo Redentor e a Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro; o Elevador Lacerda, em Salvador , e o viaduto do Chá, em São Paulo. O movimento influencia ainda artistas como o escultor Victor Brecheret  (1894-1955), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), John Graz (1891-1980) e Regina Graz (1897-1973). Uma obra de Brecheret fortemente marcada pelo art déco é o Monumento às Bandeiras, em São Paulo.
 

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